Resultados Exponenciais
Quase toda empresa que diz "já tentamos automatizar e não funcionou" automatizou o disparo, não a decisão.

Quase toda empresa que diz "já tentamos automatizar e não funcionou" automatizou o disparo, não a decisão.

A história costuma ser a mesma. Alguém montou uma régua de follow-up: mensagem no dia 1, dia 3, dia 7, dia 14. Ficou bonito no fluxograma. Funcionou por três semanas. Aí um cliente que tinha respondid

Resultados Exponenciais24 de agosto de 20262 min de leitura
Quase toda empresa que diz "já tentamos automatizar e não funcionou" automatizou o disparo, não a decisão. A história costuma ser a mesma. Alguém montou uma régua de follow-up: mensagem no dia 1, dia 3, dia 7, dia 14. Ficou bonito no fluxograma. Funcionou por três semanas. Aí um cliente que tinha respondido no dia 2 recebeu, no dia 3, um "vi que você ainda não retornou". Outro que já tinha comprado recebeu a oferta de novo. Um terceiro, que estava em negociação avançada com desconto aprovado, recebeu a mensagem padrão de reativação. O vendedor pediu para desligar. Desligaram. E ficou registrado na empresa que "automação não funciona para o nosso negócio". **Qual foi o erro real?** A régua fixa executa sem saber o que aconteceu. Ela não pergunta nada antes de agir. Dispara porque o relógio bateu, não porque a situação pede. Automação de disparo é um cronômetro com texto colado, e um cronômetro não sabe que o cliente respondeu ontem. Agente é outra categoria. Antes de agir, ele avalia estado: houve resposta desde o último contato, existe negociação aberta em outro produto, esse contato já é cliente, teve pedido de não contatar, qual foi o assunto da última conversa, faz sentido insistir ou faz sentido parar. Só então decide entre agir, mudar a mensagem, adiar ou escalar para uma pessoa. Três perguntas separam uma coisa da outra na hora de avaliar qualquer projeto: 1. O sistema consulta o estado atual do cliente antes de enviar, ou só consulta o calendário? 2. Existe condição de parada explícita, ou ele só para quando alguém desliga? 3. Quando ele encontra uma situação fora do previsto, ele escala para um humano ou executa mesmo assim? Se a resposta das três for a segunda opção, você não tem automação inteligente. Tem um disparador com risco de constranger o seu cliente. Tem um detalhe operacional que quase ninguém considera antes de começar e que decide o resultado: a qualidade do registro. Um agente decide com base no que está gravado. Se metade das conversas acontece em canal que não alimenta o sistema, ele vai decidir com meia informação, e vai errar exatamente nos casos mais sensíveis, que são os clientes mais ativos. Por isso, nas implantações que fazemos, unificar os canais de conversa vem antes de ligar qualquer cadência. Não por perfeccionismo, por autoconservação. A automação que falhou na sua empresa provavelmente não falhou por ser automática. Falhou por ser cega. Quem já desligou uma automação de follow-up depois de um episódio constrangedor com cliente: qual foi o caso, e o que faltava o sistema saber antes de enviar?
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